Fatores associados à realização de mamografia entre residentes nas vilas e favelas e seus entornos no município de Belo Horizonte, Brasil

Resumo Introdução: A cobertura do rastreamento mamográfico no Brasil teve um avanço expressivo nas últimas décadas, entretanto, esse acesso ainda não ocorre de maneira igualitária. Objetivo: Investigar os fatores associados à realização de mamografia nos últimos dois anos em mulheres de 50-69 anos...

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Main Authors: Amanda Silva Magalhães, Bruno de Souza Moreira, Amanda Cristina de Souza Andrade, Dário Alves da Silva Costa, Aline Dayrell Ferreira Sales, Débora Moraes Coelho, Amélia Augusta de Lima Friche, Waleska Teixeira Caiaffa
Format: Article
Language:English
Published: Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro 2025-04-01
Series:Cadernos de Saúde Coletiva
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-462X2025000100211&lng=pt&tlng=pt
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Summary:Resumo Introdução: A cobertura do rastreamento mamográfico no Brasil teve um avanço expressivo nas últimas décadas, entretanto, esse acesso ainda não ocorre de maneira igualitária. Objetivo: Investigar os fatores associados à realização de mamografia nos últimos dois anos em mulheres de 50-69 anos residentes em áreas de vilas e favelas de Belo Horizonte e seus entornos. Método: Foi realizado um inquérito domiciliar com processo amostral por conglomerados em três estágios. Foi calculada razão de prevalência (RP) com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Resultados: Foram avaliadas 248 participantes. A prevalência de realização de mamografia foi 66,9% (IC95% 59,7–74,0) entre as residentes nas áreas de vilas e favelas e 75,0% (IC95% 64,9–85,1) nos entornos. Associação positiva foi observada entre realização de mamografia e consulta médica em menos de um ano para vilas e favelas (RP 2,33; IC95% 1,03–5,28) e exame citopatológico em menos de três anos em ambos os locais (vilas e favelas: RP 4,93; IC95% 2,15–11,32; entornos: RP 5,92; IC95% 1,67–21,00). Conclusão: Esses resultados sugerem uma possível equidade no acesso à mamografia, aqui discutido como um dos avanços da atenção básica e do Sistema Único de Saúde em Belo Horizonte.
ISSN:1414-462X