Os valores e a prática institucional da ciência: as concepções de Robert Merton e Thomas Kuhn

Este trabalho pretende desenvolver uma análise comparativa entre as concepções de Robert Merton e Thomas Kuhn a respeito da natureza social da ciência. Uma aproximação entre as perspectivas desses autores pode ser traçada em função da importância que ambos atribuem à questão da adesão a valores como...

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Bibliographic Details
Main Authors: Simone Petraglia Kropf, Nísia Trindade Lima
Format: Article
Language:English
Published: Fundação Oswaldo Cruz, Casa de Oswaldo Cruz 1999-02-01
Series:História, Ciências, Saúde: Manguinhos
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59701999000100002&tlng=pt
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Summary:Este trabalho pretende desenvolver uma análise comparativa entre as concepções de Robert Merton e Thomas Kuhn a respeito da natureza social da ciência. Uma aproximação entre as perspectivas desses autores pode ser traçada em função da importância que ambos atribuem à questão da adesão a valores como um elemento fundamental para a compreensão da atividade científica. Conferindo centralidade à noção de comunidade científica, convergem para a análise da ciência como prática que se define a partir de um conjunto de crenças, princípios e normas compartilhados por uma determinada coletividade. Ainda que apontando algumas diferenças substantivas entre as perspectivas em questão - como as maneiras distintas pelas quais esses autores concebem o sentido de ‘social’ na ciência - este contraponto entre Merton e Kuhn pretende destacar a relevância de se considerar as crenças e os valores institucionalizados como uma dimensão essencial a orientar as ações concretas dos cientistas.
ISSN:1678-4758