Subgenótipo D3 do vírus da hepatite B é frequente em uma amostragem oriunda do Sul do Brasil

Introdução: A infecção pelo vírus da hepatite B (HBV) é amplamente disseminada e é considerada um importante problema de saúde no mundo. O HBV é classificado em genótipos e subgenótipos. HBV genótipo D (HBV-D) foi detectado em todo o mundo com alta prevalência em algumas regiões específicas da Euro...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: Jonas Wolf, Lucas Wolf
Format: Article
Language:English
Published: Hospital de Clinicas de Porto Alegre ; Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) 2025-05-01
Series:Clinical and Biomedical Research
Subjects:
Online Access:https://seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/134770
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Description
Summary:Introdução: A infecção pelo vírus da hepatite B (HBV) é amplamente disseminada e é considerada um importante problema de saúde no mundo. O HBV é classificado em genótipos e subgenótipos. HBV genótipo D (HBV-D) foi detectado em todo o mundo com alta prevalência em algumas regiões específicas da Europa e América do Sul. No Brasil, esse genótipo é muito frequente na região Sul e sua introdução e disseminação têm sido associadas à imigração europeia. Objetivo: Determinar as frequências dos genótipos/subgenótipos do vírus da hepatite B (HBV) em uma amostragem de pacientes diagnosticados com hepatite B no Sul do Brasil. Método: Foram avaliados pacientes HBV positivos, de quatro cidades do Rio Grande do Sul. A detecção dos genótipos e subgenótipos do HBV foram realizadas pela amplificação do fragmento de 590 pb da região da transcriptase reversa e do HBsAg pela técnica de nested PCR. Após isso, os fragmentos foram sequenciados pelo método de Sanger e as sequências foram alinhadas com sequências de referências pelo método MAFFT e classificadas pelo método de Neighbor Joining. Resultados: O genótipo D foi predominante (n = 44; 91,7%). O genótipo A foi detectado em quatro amostras (8,3%). Com relação aos subgenótipos foram observadas as seguintes frequências: D2 (n = 7; 14,6%), D3 (n = 37; 77,1%), A1 (n = 3; 6,2%) e A2 (n = 1; 2,1%). Conclusão: Os resultados encontrados podem ser explicados pela colonização europeia no Sul do Brasil, já que o genótipo D (principalmente o subgenótipo D3) é frequentemente detectado no Sul da Europa.
ISSN:2357-9730