Elementos para uma moral de inspiração bergsoniana
Partindo de uma compreensão específica do processo evolutivo, poderíamos constatar que o desenvolvimento da vida humana pela via da racionalidade nos direcionou a uma lógica exploratória e egoísta face à qual nos encontramos hoje. Tal argumento encontra eco no pensamento do filósofo francês Henri B...
Saved in:
| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
2021-11-01
|
| Series: | Perspectiva Filosófica |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/perspectivafilosofica/article/view/249038 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
| _version_ | 1850140984079286272 |
|---|---|
| author | Geovana da Paz Monteiro |
| author_facet | Geovana da Paz Monteiro |
| author_sort | Geovana da Paz Monteiro |
| collection | DOAJ |
| description |
Partindo de uma compreensão específica do processo evolutivo, poderíamos constatar que o desenvolvimento da vida humana pela via da racionalidade nos direcionou a uma lógica exploratória e egoísta face à qual nos encontramos hoje. Tal argumento encontra eco no pensamento do filósofo francês Henri Bergson (1859-1941) que, no final da vida, dedicou-se a pensar os fundamentos morais e religiosos da sociedade, cujo caráter fechado serviria de base a todas as formas de opressão e negação da diversidade humana. No entanto, a leitura do primeiro capítulo da obra As duas fontes da moral e da religião (1932), de Bergson, nos deixa antever um aparente paradoxo, qual seja: a fim de recriarmos nossos valores, a fim de transpormos o comportamento social fundado na lógica da inteligência, no individualismo, no confronto com o diferente, na exploração desenfreada das fontes naturais de vida e subsistência, na exploração animal, seria necessário não um retorno à natureza, mas sua superação. Afinal, segundo a ótica bergsoniana, a moral social se constituiu biologicamente pela via do fechamento e não da abertura, de modo que, a fim de repensarmos nossos hábitos ditos civilizados, uma mudança seria imprescindível, uma transposição daquela moral naturalmente fechada para outra em vias de alargar-se, tal como vislumbrada pelo filósofo na obra de 1932.
|
| format | Article |
| id | doaj-art-0e4ece6079dc49b2a9ee721256d6f6aa |
| institution | OA Journals |
| issn | 0104-6454 2357-9986 |
| language | English |
| publishDate | 2021-11-01 |
| publisher | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| record_format | Article |
| series | Perspectiva Filosófica |
| spelling | doaj-art-0e4ece6079dc49b2a9ee721256d6f6aa2025-08-20T02:29:38ZengUniversidade Federal de Pernambuco (UFPE)Perspectiva Filosófica0104-64542357-99862021-11-0148210.51359/2357-9986.2021.249038Elementos para uma moral de inspiração bergsonianaGeovana da Paz Monteiro0https://orcid.org/0000-0002-7404-9312Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Partindo de uma compreensão específica do processo evolutivo, poderíamos constatar que o desenvolvimento da vida humana pela via da racionalidade nos direcionou a uma lógica exploratória e egoísta face à qual nos encontramos hoje. Tal argumento encontra eco no pensamento do filósofo francês Henri Bergson (1859-1941) que, no final da vida, dedicou-se a pensar os fundamentos morais e religiosos da sociedade, cujo caráter fechado serviria de base a todas as formas de opressão e negação da diversidade humana. No entanto, a leitura do primeiro capítulo da obra As duas fontes da moral e da religião (1932), de Bergson, nos deixa antever um aparente paradoxo, qual seja: a fim de recriarmos nossos valores, a fim de transpormos o comportamento social fundado na lógica da inteligência, no individualismo, no confronto com o diferente, na exploração desenfreada das fontes naturais de vida e subsistência, na exploração animal, seria necessário não um retorno à natureza, mas sua superação. Afinal, segundo a ótica bergsoniana, a moral social se constituiu biologicamente pela via do fechamento e não da abertura, de modo que, a fim de repensarmos nossos hábitos ditos civilizados, uma mudança seria imprescindível, uma transposição daquela moral naturalmente fechada para outra em vias de alargar-se, tal como vislumbrada pelo filósofo na obra de 1932. https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/perspectivafilosofica/article/view/249038Henri Bergsonmoralsociedade |
| spellingShingle | Geovana da Paz Monteiro Elementos para uma moral de inspiração bergsoniana Perspectiva Filosófica Henri Bergson moral sociedade |
| title | Elementos para uma moral de inspiração bergsoniana |
| title_full | Elementos para uma moral de inspiração bergsoniana |
| title_fullStr | Elementos para uma moral de inspiração bergsoniana |
| title_full_unstemmed | Elementos para uma moral de inspiração bergsoniana |
| title_short | Elementos para uma moral de inspiração bergsoniana |
| title_sort | elementos para uma moral de inspiracao bergsoniana |
| topic | Henri Bergson moral sociedade |
| url | https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/perspectivafilosofica/article/view/249038 |
| work_keys_str_mv | AT geovanadapazmonteiro elementosparaumamoraldeinspiracaobergsoniana |