PACIENTES COM LINFOMA NÃO-HODGKIN: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA REGIÃO SUDESTE DE 2019 A 2023

Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico dos casos de Linfoma Não-Hodgkin no estado do Sudeste no período de 2019 a 2023. Material e métodos: Estudo epidemiológico de abordagem quantitativa, caráter descritivo e retrospectivo sobre internações por Linfoma Não-Hodgkin, realizado através de extração d...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: GDS Almeida, GS Guerato, AFG Martins, LS Teixeira, LR Rocumback, PZ Manoel, MS Guterres, GG Dornelas, LM Franco, LHMSG Graciolli
Format: Article
Language:English
Published: Elsevier 2024-10-01
Series:Hematology, Transfusion and Cell Therapy
Online Access:http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924007375
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
_version_ 1850182259086196736
author GDS Almeida
GS Guerato
AFG Martins
LS Teixeira
LR Rocumback
PZ Manoel
MS Guterres
GG Dornelas
LM Franco
LHMSG Graciolli
author_facet GDS Almeida
GS Guerato
AFG Martins
LS Teixeira
LR Rocumback
PZ Manoel
MS Guterres
GG Dornelas
LM Franco
LHMSG Graciolli
author_sort GDS Almeida
collection DOAJ
description Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico dos casos de Linfoma Não-Hodgkin no estado do Sudeste no período de 2019 a 2023. Material e métodos: Estudo epidemiológico de abordagem quantitativa, caráter descritivo e retrospectivo sobre internações por Linfoma Não-Hodgkin, realizado através de extração de dados no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, na série temporal de 2019 a 2023. As variáveis de internação incluíram faixa etária, sexo e ano de processamento, sendo estratificadas por região brasileira. Resultados: Entre 2019 e 2023, houve um total de 38.860 internações por Linfoma não-Hodgkin na região Sudeste do Brasil. As faixas etárias com maior número de internações foram 60 a 69 anos, seguida de 50 a 59 anos e 70 a 79 anos que representaram, respectivamente, 22%, 19% e 13% de todas as internações no período. São Paulo registrou o maior número de internações (21.822), enquanto o Espírito Santo teve o menor número (1.941). São Paulo registrou 4.405 internações em 2019, 4.356 em 2020, 4.207 em 2021, 4.258 em 2022 e 4.576 em 2023, o maior número anual. Já o Espírito Santo teve o menor índice: 341 em 2019, 349 em 2020, 384 em 2021, 440 em 2022 e 427 em 2023. São Paulo e Minas Gerais reduziram as internações de 2019 a 2021, mas aumentaram em 2022 e 2023. No Rio de Janeiro, houve queda de 2019 a 2022 e aumento em 2023. O Espírito Santo teve números estáveis até 2021, mas subiu em 2022 e 2023. O total da região caiu de 2019 a 2021, mas cresceu em 2022 e 2023. Apesar das flutuações, internações por Linfoma não-Hodgkin subiram nos últimos dois anos. A morbidade foi maior no sexo masculino, com mil casos a mais que no sexo feminino a cada ano. Embora tenham ocorrido variações ao longo dos anos, o número total de internações por Linfoma não-Hodgkin aumentou em 2023 em comparação a 2019. Discussão: A distribuição do linfoma não-Hodgkin (LNH) no Brasil apresenta variações, contrariando a tendência por apresentar menor incidência em idosos. Essa neoplasia hematológica tem distribuição geográfica diversificada, refletindo diferenças epidemiológicas e etiológicas. De 2019 a 2023, internações por LNH no Sudeste aumentaram com a idade, destacando-se São Paulo com mais casos e o Espírito Santo com taxas mais baixas, devido à população e acesso aos serviços de saúde, especialmente em São Paulo. O aumento de internações no Brasil, principalmente em 2023, sugere maior procura por tratamento ou melhor detecção da doença. A concentração de internações em São Paulo reflete a população e serviços de saúde desenvolvidos. Porém, a análise é limitada pelos dados do DATASUS, que podem não incluir aspectos socioeconômicos relevantes. Conclusão: Determina-se a necessidade de investir em pesquisas sobre o Linfoma Não-Hodgkin, considerando as oscilações de internações e as influências socioeconômicas e infraestruturais. É necessário melhorar o diagnóstico e a saúde do país. Fatores socioeconômicos e socioculturais devem ser considerados para desenvolver estratégias de ações de saúde para os grupos mais afetados. Outros grupos étnicos e regiões devem ser analisados, levando em conta possíveis subnotificações e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Estudos são essenciais para desenvolver programas de saúde pública mais eficazes e reduzir os números de óbitos por púrpura trombocitopênica.
format Article
id doaj-art-0e0201d2eb244507bfefb7a04b833e2b
institution OA Journals
issn 2531-1379
language English
publishDate 2024-10-01
publisher Elsevier
record_format Article
series Hematology, Transfusion and Cell Therapy
spelling doaj-art-0e0201d2eb244507bfefb7a04b833e2b2025-08-20T02:17:40ZengElsevierHematology, Transfusion and Cell Therapy2531-13792024-10-0146S241S24210.1016/j.htct.2024.09.404PACIENTES COM LINFOMA NÃO-HODGKIN: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA REGIÃO SUDESTE DE 2019 A 2023GDS Almeida0GS Guerato1AFG Martins2LS Teixeira3LR Rocumback4PZ Manoel5MS Guterres6GG Dornelas7LM Franco8LHMSG Graciolli9Universidade de Rio Verde (UniRV), Formosa, GO, BrasilUniversidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), São Caetano do Sul, SP, BrasilUniversidade de Marília (UNIMAR), Marília, SP, BrasilUniversidad Privada Maria Serrana, Ciudad Del Este, ParaguaiUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP, BrasilUniversidade Federal do Rio Grande (FURG), Rio Grande, RS, BrasilEscola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), Brasília, DF, BrasilUniversidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, BrasilUniversidade Nove de Julho (UNINOVE), Guarulhos, SP, BrasilFaculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Jundiaí, SP, BrasilObjetivo: Traçar o perfil epidemiológico dos casos de Linfoma Não-Hodgkin no estado do Sudeste no período de 2019 a 2023. Material e métodos: Estudo epidemiológico de abordagem quantitativa, caráter descritivo e retrospectivo sobre internações por Linfoma Não-Hodgkin, realizado através de extração de dados no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, na série temporal de 2019 a 2023. As variáveis de internação incluíram faixa etária, sexo e ano de processamento, sendo estratificadas por região brasileira. Resultados: Entre 2019 e 2023, houve um total de 38.860 internações por Linfoma não-Hodgkin na região Sudeste do Brasil. As faixas etárias com maior número de internações foram 60 a 69 anos, seguida de 50 a 59 anos e 70 a 79 anos que representaram, respectivamente, 22%, 19% e 13% de todas as internações no período. São Paulo registrou o maior número de internações (21.822), enquanto o Espírito Santo teve o menor número (1.941). São Paulo registrou 4.405 internações em 2019, 4.356 em 2020, 4.207 em 2021, 4.258 em 2022 e 4.576 em 2023, o maior número anual. Já o Espírito Santo teve o menor índice: 341 em 2019, 349 em 2020, 384 em 2021, 440 em 2022 e 427 em 2023. São Paulo e Minas Gerais reduziram as internações de 2019 a 2021, mas aumentaram em 2022 e 2023. No Rio de Janeiro, houve queda de 2019 a 2022 e aumento em 2023. O Espírito Santo teve números estáveis até 2021, mas subiu em 2022 e 2023. O total da região caiu de 2019 a 2021, mas cresceu em 2022 e 2023. Apesar das flutuações, internações por Linfoma não-Hodgkin subiram nos últimos dois anos. A morbidade foi maior no sexo masculino, com mil casos a mais que no sexo feminino a cada ano. Embora tenham ocorrido variações ao longo dos anos, o número total de internações por Linfoma não-Hodgkin aumentou em 2023 em comparação a 2019. Discussão: A distribuição do linfoma não-Hodgkin (LNH) no Brasil apresenta variações, contrariando a tendência por apresentar menor incidência em idosos. Essa neoplasia hematológica tem distribuição geográfica diversificada, refletindo diferenças epidemiológicas e etiológicas. De 2019 a 2023, internações por LNH no Sudeste aumentaram com a idade, destacando-se São Paulo com mais casos e o Espírito Santo com taxas mais baixas, devido à população e acesso aos serviços de saúde, especialmente em São Paulo. O aumento de internações no Brasil, principalmente em 2023, sugere maior procura por tratamento ou melhor detecção da doença. A concentração de internações em São Paulo reflete a população e serviços de saúde desenvolvidos. Porém, a análise é limitada pelos dados do DATASUS, que podem não incluir aspectos socioeconômicos relevantes. Conclusão: Determina-se a necessidade de investir em pesquisas sobre o Linfoma Não-Hodgkin, considerando as oscilações de internações e as influências socioeconômicas e infraestruturais. É necessário melhorar o diagnóstico e a saúde do país. Fatores socioeconômicos e socioculturais devem ser considerados para desenvolver estratégias de ações de saúde para os grupos mais afetados. Outros grupos étnicos e regiões devem ser analisados, levando em conta possíveis subnotificações e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Estudos são essenciais para desenvolver programas de saúde pública mais eficazes e reduzir os números de óbitos por púrpura trombocitopênica.http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924007375
spellingShingle GDS Almeida
GS Guerato
AFG Martins
LS Teixeira
LR Rocumback
PZ Manoel
MS Guterres
GG Dornelas
LM Franco
LHMSG Graciolli
PACIENTES COM LINFOMA NÃO-HODGKIN: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA REGIÃO SUDESTE DE 2019 A 2023
Hematology, Transfusion and Cell Therapy
title PACIENTES COM LINFOMA NÃO-HODGKIN: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA REGIÃO SUDESTE DE 2019 A 2023
title_full PACIENTES COM LINFOMA NÃO-HODGKIN: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA REGIÃO SUDESTE DE 2019 A 2023
title_fullStr PACIENTES COM LINFOMA NÃO-HODGKIN: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA REGIÃO SUDESTE DE 2019 A 2023
title_full_unstemmed PACIENTES COM LINFOMA NÃO-HODGKIN: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA REGIÃO SUDESTE DE 2019 A 2023
title_short PACIENTES COM LINFOMA NÃO-HODGKIN: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA REGIÃO SUDESTE DE 2019 A 2023
title_sort pacientes com linfoma nao hodgkin perfil epidemiologico da regiao sudeste de 2019 a 2023
url http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924007375
work_keys_str_mv AT gdsalmeida pacientescomlinfomanaohodgkinperfilepidemiologicodaregiaosudestede2019a2023
AT gsguerato pacientescomlinfomanaohodgkinperfilepidemiologicodaregiaosudestede2019a2023
AT afgmartins pacientescomlinfomanaohodgkinperfilepidemiologicodaregiaosudestede2019a2023
AT lsteixeira pacientescomlinfomanaohodgkinperfilepidemiologicodaregiaosudestede2019a2023
AT lrrocumback pacientescomlinfomanaohodgkinperfilepidemiologicodaregiaosudestede2019a2023
AT pzmanoel pacientescomlinfomanaohodgkinperfilepidemiologicodaregiaosudestede2019a2023
AT msguterres pacientescomlinfomanaohodgkinperfilepidemiologicodaregiaosudestede2019a2023
AT ggdornelas pacientescomlinfomanaohodgkinperfilepidemiologicodaregiaosudestede2019a2023
AT lmfranco pacientescomlinfomanaohodgkinperfilepidemiologicodaregiaosudestede2019a2023
AT lhmsggraciolli pacientescomlinfomanaohodgkinperfilepidemiologicodaregiaosudestede2019a2023