O fim da cognição? Os estudos de ciência e tecnologia desafiam o conceito de agente cognitivo The end of cognition? Science and technology studies challenge the concept of the cognising agent

O conceito de 'cognição' ocupa um lugar central em ampla literatura nas ciências sociais e na filosofia, onde um pressuposto-chave consiste na conceituação do agente cognitivo enquanto unidade central de análise. Entretanto, desdobramentos recentes nos Estudos de Ciência e Tecnologia (ECT)...

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Main Author: Steve Woolgar
Format: Article
Language:English
Published: Fundação Oswaldo Cruz, Casa de Oswaldo Cruz 1996-02-01
Series:História, Ciências, Saúde: Manguinhos
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Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59701996000400006
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description O conceito de 'cognição' ocupa um lugar central em ampla literatura nas ciências sociais e na filosofia, onde um pressuposto-chave consiste na conceituação do agente cognitivo enquanto unidade central de análise. Entretanto, desdobramentos recentes nos Estudos de Ciência e Tecnologia (ECT) questionam este pressuposto e sugerem as bases para a sua modificação. Este trabalho descreve e avalia estes desdobramentos. Ele examina algumas críticas à visão largamente aceita de ciência e sugere que não menos que uma ampla inversão analítica é necessária para desafiar certos conceitos arraigados sobre cognição. A partir de uma revisão panorâmica de sucessivas tentativas de estabelecer simetria nos ECT, o presente artigo considera três conjuntos de pressupostos-chave em relação à agência: 1. o que faz o agente?; 2. qual a natureza do agente?; e 3. por que agentes humanos deveriam possuir o monopólio dos atributos humanos?<br>The concept of 'cognition' is central to a wide literature in social science and philosophy where a key assumption conceptualises the central unit of analysis as a cognising agent. However, recent developments in Science and Technology Studies (STS) question this assumption and suggest the basis for its modification. The paper describes and evaluates these developments. It examines critiques of the "received view" of science and suggests that nothing less than a full scale analytic inversion is needed adequately to confront entrenched conceptions about cognition. It surveys progressive attempts to achieve symmetry in STS. It then considers three sets of key assumptions about agency: 1. what is the agent doing?; 2. what is the nature of the agent?; and 3. why should human agents have the monopoly on human attributes?
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