PE-075 Potencialidades da Rebrats em promover a inovação

Introdução: A Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (REBRATS), composta por mais de 117 grupos e cerca de 1000 profissionais, possui um significativo potencial para impulsionar a inovação em diversas áreas da saúde. Os Núcleos de ATS (NATS), instituições que compõem a Rebrats, estão...

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Main Authors: Barbara Pozzi Ottavio, Marcela Medeiros de Freitas, Laís da Silva Barbosa, Rafaella Maria Vasconcelos da Nóbrega, Ávila Teixeira Vidal, Luciene Fontes Schluckebier Bonan
Format: Article
Language:English
Published: Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia 2025-03-01
Series:Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia
Subjects:
Online Access:https://www.ojs.jaff.org.br/ojs/index.php/jaff/article/view/1190
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description Introdução: A Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (REBRATS), composta por mais de 117 grupos e cerca de 1000 profissionais, possui um significativo potencial para impulsionar a inovação em diversas áreas da saúde. Os Núcleos de ATS (NATS), instituições que compõem a Rebrats, estão distribuídos por 22 estados, cobrindo todas as regiões do Brasil. Embora a maioria desses grupos esteja localizada em hospitais (54) e se concentre na tomada de decisões locais, também existem grupos voltados para a pesquisa acadêmica (35) e para o apoio às secretarias de saúde (13). A Rede reúne especialistas técnicos e científicos, criando uma base sólida para enfrentar os desafios do setor. Objetivo: Entender o potencial de tal Rede, dado o contexto de saúde crescentemente desafiador, pode ajudar os tomadores de decisão a planejar e promover a inovação. Material e Método: Foram mapeadas as redes e instituições que poderiam se associar à Rebrats no desenvolvimento de um ecossistema de inovação. Este estudo incluiu a identificação de iniciativas conjuntas em andamento, temas de interesse e oportunidades de colaboração, alinhando as capacidades técnicas da Rebrats e demais redes aos desafios do setor de saúde. Resultados: A Rebrats tem garantido a sustentabilidade do campo da ATS no país e tem sinergias com outras redes coordenadas pelo Ministério da Saúde com o mesmo intuito. Há potencial de se estabelecer um ecossistema integrado compreendendo o ciclo que uma inovação percorre da pesquisa ao acesso. A Rede Brasileira de Pesquisa Clínica (RBPClin) fomenta a geração de evidências desde a fase pré-clínica de uma tecnologia. A Rebrats atua na avaliação de tecnologias para sua potencial padronização no SUS. A Rede de Economia e Desenvolvimento em Saúde (Rede Ecos) oferece suporte nas discussões sobre o financiamento das tecnologias e a sustentabilidade financeira da saúde. A Rede de Políticas Informadas por Evidências (EVIPNet) atua para a elaboração de implementação de políticas baseadas em evidências. A Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA) visa o estabelecimento de sistemas de informação integrados, que possam informar todos esses processos. Laboratórios públicos, agências de financiamento e grupos de pesquisa também podem se beneficiar ao se integrar a essas iniciativas, potencializando o impacto dessas redes. Conclusões: Adotar uma abordagem holística para a inovação, com um papel proativo do Estado, pode potencializar as capacidades dos grupos de ATS e daqueles que constituem as demais redes, acelerando os processos de trabalho, integrando conhecimentos e tornando o ambiente mais favorável à pesquisa científica. A colaboração entre profissionais e instituições complementares pode gerar um ecossistema de inovação robusto, capaz de enfrentar questões críticas de saúde, como a dependência de importações, o envelhecimento populacional, a melhoria das políticas de saúde e o impacto das mudanças climáticas, tanto em níveis domésticos quanto regionais.
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