Uso de relatos de viagem pelo IHGRGS: forjamento da identidade “una” do gaúcho

As teorias raciais passaram a ser altamente difundidas na Europa a partir do século XIX, quando o termo raça começou a ser utilizado de maneira ideológica para distinguir de maneira degenerativa seres humanos. Essas teorias influenciaram muitos dos viajantes naturalistas que vieram ao Brasil durante...

Full description

Saved in:
Bibliographic Details
Main Author: Larissa Barth
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal da Grande Dourados 2024-12-01
Series:Revista Eletrônica História em Reflexão
Subjects:
Online Access:https://ojs.ufgd.edu.br/historiaemreflexao/article/view/19129
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Description
Summary:As teorias raciais passaram a ser altamente difundidas na Europa a partir do século XIX, quando o termo raça começou a ser utilizado de maneira ideológica para distinguir de maneira degenerativa seres humanos. Essas teorias influenciaram muitos dos viajantes naturalistas que vieram ao Brasil durante o mesmo século, os quais escreverem relatos de viagem inseridos nos ideais teóricos que estavam em voga na Europa. Esses relatos foram amplamente divulgados, corroborando com a difusão de representações estereotipadas e racializadoras sobre as populações brasileiras, principalmente ao que se refere aos povos indígenas e população negra. A partir da circulação de saberes, os relatos de viagem também passaram a ser amplamente utilizados no Brasil, por instituições como o IHGB e IHGRGS. O objetivo do presente artigo é mostrar como esses relatos (imbricados por teorias raciais) foram utilizados pela historiografia clássica gaúcha para se criar uma história e identidade una do estado, o que gerou consequências vivenciadas até os dias de hoje.
ISSN:1981-2434