Atitudes dos médicos das Unidades de Dor dos hospitais portugueses acerca da prescrição e utilização de canabinoides no tratamento da dor crónica
Embora a sua recomendação seja duvidosa, os canabinoides demonstram ter alguns efeitos benéficos na qualidade de vida dos pacientes com dor crónica. Este estudo tem por objetivo descrever as atitudes dos médicos das Unidades de Dor dos hospitais portugueses face à prescrição de canabinoides para o t...
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| Main Authors: | , , |
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Permanyer
2024-01-01
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| Series: | Revista Dor |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://www.dor.pt/frame_esp.php?id=68 |
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| Summary: | Embora a sua recomendação seja duvidosa, os canabinoides demonstram ter alguns efeitos benéficos na qualidade de vida dos pacientes com dor crónica. Este estudo tem por objetivo descrever as atitudes dos médicos das Unidades de Dor dos hospitais portugueses face à prescrição de canabinoides para o tratamento da dor crónica, no contexto da legislação portuguesa de 2018. Foi criado um questionário específico com base na revisão da literatura e na adaptação de estudos semelhantes pré-existentes, o qual foi distribuído de 8 de janeiro a 26 de fevereiro de 2024. Analisámos as respostas de 27 profissionais, maioritariamente anestesiologistas (81,5%), do sexo feminino (77,8%), com uma idade mediana de 59 anos. Os resultados indicam que mais de 80% dos inquiridos consideram os canabinoides uma opção terapêutica legítima, e 55,6% já prescreveram canábis medicinal, reportando uma melhoria na gestão da dor crónica em 76,9% dos casos. Contudo, 30,7% dos médicos expressaram preocupações acerca do potencial aumento no risco de abuso de substâncias. O estudo destaca também desafios na acessibilidade devido ao elevado custo e ao estigma associado, com 46,2% dos respondentes a argumentarem que a legislação atual é insuficiente para assegurar o acesso adequado dos pacientes a esta terapêutica. Os resultados sugerem uma aceitação moderada dos canabinoides na gestão da dor crónica, apesar das barreiras percebidas à sua plena integração terapêutica.
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| ISSN: | 1647-3299 |