Por que o desenvolvimento ontogenético foi tratado como uma “caixa preta” na síntese moderna da evolução?
A Síntese Moderna da Evolução tratou o desenvolvimento ontogenético como uma “caixa preta”. Neste artigo pretendemos defender que a ausência do desenvolvimento ontogenético na Síntese Moderna se deveu, em grande medida, à forte fundação dessa disciplina na genética da transmissão. São discutidas tr...
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|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Federal de Santa Catarina
2015-05-01
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| Series: | Principia: An International Journal of Epistemology |
| Online Access: | https://periodicos.ufsc.br/index.php/principia/article/view/39554 |
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| author | Leonardo Augusto Luvison Araújo Aldo Mellender de Araújo |
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A Síntese Moderna da Evolução tratou o desenvolvimento ontogenético como uma “caixa preta”. Neste artigo pretendemos defender que a ausência do desenvolvimento ontogenético na Síntese Moderna se deveu, em grande medida, à forte fundação dessa disciplina na genética da transmissão. São discutidas três estratégias de pesquisa da genética da transmissão que estiveram diretamente envolvidas com a omissão do desenvolvimento ontogenético na Síntese Moderna: (i) o modelo de herança de partículas; (ii) a população como locus de pesquisa; (iii) e a adoção de ferramentas experimentais que procuraram remover “flutuações não hereditárias” de origem ambiental e ontogenética. Essas práticas contribuíram para a solidez da herança genética, mas também excluíram o desenvolvimento ontogenético da explicação causal da hereditariedade e evolução dos seres vivos. Procuramos argumentar que essa perspectiva foi central na Síntese Moderna, sendo importante para manter o poder explicativo da disciplina.
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| format | Article |
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| institution | OA Journals |
| issn | 1808-1711 |
| language | English |
| publishDate | 2015-05-01 |
| publisher | Universidade Federal de Santa Catarina |
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| series | Principia: An International Journal of Epistemology |
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