Orientação sexual e desigualdades salariais para minorias múltiplas no Brasil
Este artigo tem como objetivo investigar as repercussões salariais da orientação sexual homoafetiva e minorias múltiplas de gênero e cor no Brasil. Para isso, foram utilizados os microdados do Censo Demográfico de 2010 e efetuadas as decomposições de Oaxaca (1973) e Blinder (1973) e as decomposiçõe...
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| Published: |
Universidade Estadual de Londrina
2025-05-01
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| Series: | Economia & Região |
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| Online Access: | https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/ecoreg/article/view/51327 |
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| author | Solange de Cassia Inforzato de Souza Lucas Eduardo Martins Magno Rogério Gomes |
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Este artigo tem como objetivo investigar as repercussões salariais da orientação sexual homoafetiva e minorias múltiplas de gênero e cor no Brasil. Para isso, foram utilizados os microdados do Censo Demográfico de 2010 e efetuadas as decomposições de Oaxaca (1973) e Blinder (1973) e as decomposições quantílicas de Koenker e Basset (1978). Os resultados mostram que, em geral, os trabalhadores autodeclarados homossexuais são mais jovens, escolarizados, formalizados e urbanos, trabalham no comércio e serviços e em ocupações qualificadas, e de mais altos salários, comparados aos heterossexuais. As desigualdades salariais por orientação sexual são explicadas, em sua maior parte, pelas características produtivas dos trabalhadores, mais favoráveis aos gays brancos, e pela discriminação positiva para homossexuais, melhor para lésbicas brancas. A cor não branca incrementa o benefício decorrente da homossexualidade para homens e reduz para mulheres. Maiores são os ganhos pela discriminação salarial positiva para o homossexual nas faixas salariais mais elevadas, no entanto, ao interseccionar as minorias, sexo feminino, cor de pele não branca e homossexualidade, na comparação com o homem branco heterossexual, confirma-se a discriminação salarial negativa para as lésbicas não brancas, que se agrava nos maiores quantis da distribuição salarial no Brasil.
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| institution | Kabale University |
| issn | 2317-627X |
| language | Portuguese |
| publishDate | 2025-05-01 |
| publisher | Universidade Estadual de Londrina |
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| series | Economia & Região |
| spelling | doaj-art-02f84dda4b3c448b92f5c2a7cf13377c2025-08-20T03:49:41ZporUniversidade Estadual de LondrinaEconomia & Região2317-627X2025-05-011310.5433/2317-627X.2025.v13.51327Orientação sexual e desigualdades salariais para minorias múltiplas no BrasilSolange de Cassia Inforzato de Souza0https://orcid.org/0000-0002-9806-2319Lucas Eduardo Martins1Magno Rogério Gomes2https://orcid.org/0000-0002-7536-8710Universidade Estadual de LondrinaUniversidade Estadual de LondrinaUniversidade Estadual de Londrina Este artigo tem como objetivo investigar as repercussões salariais da orientação sexual homoafetiva e minorias múltiplas de gênero e cor no Brasil. Para isso, foram utilizados os microdados do Censo Demográfico de 2010 e efetuadas as decomposições de Oaxaca (1973) e Blinder (1973) e as decomposições quantílicas de Koenker e Basset (1978). Os resultados mostram que, em geral, os trabalhadores autodeclarados homossexuais são mais jovens, escolarizados, formalizados e urbanos, trabalham no comércio e serviços e em ocupações qualificadas, e de mais altos salários, comparados aos heterossexuais. As desigualdades salariais por orientação sexual são explicadas, em sua maior parte, pelas características produtivas dos trabalhadores, mais favoráveis aos gays brancos, e pela discriminação positiva para homossexuais, melhor para lésbicas brancas. A cor não branca incrementa o benefício decorrente da homossexualidade para homens e reduz para mulheres. Maiores são os ganhos pela discriminação salarial positiva para o homossexual nas faixas salariais mais elevadas, no entanto, ao interseccionar as minorias, sexo feminino, cor de pele não branca e homossexualidade, na comparação com o homem branco heterossexual, confirma-se a discriminação salarial negativa para as lésbicas não brancas, que se agrava nos maiores quantis da distribuição salarial no Brasil. https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/ecoreg/article/view/51327discriminação salarialrendimentosorientação sexualminorias múltiplas |
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