Surdez neuro-sensorial súbita idiopática - Resultados após 3 anos de implementação de protocolo terapêutico

Introdução: A surdez neuro-sensorial súbita idiopática (SNSSI) é um diagnóstico clínico, caracterizado por uma perda auditiva neuro-sensorial superior ou igual a 30 dB em três frequências contíguas, de instalação súbita ou progressiva num período inferior a 72h. Este trabalho pretende avaliar os r...

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Main Authors: João Diogo Martins, Vítor Certal, Tiago Santos, Hélder Silva, Hugo Amorim, Carlos Carvalho
Format: Article
Language:English
Published: Portuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck Surgery 2011-12-01
Series:Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Subjects:
Online Access:https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2546
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description Introdução: A surdez neuro-sensorial súbita idiopática (SNSSI) é um diagnóstico clínico, caracterizado por uma perda auditiva neuro-sensorial superior ou igual a 30 dB em três frequências contíguas, de instalação súbita ou progressiva num período inferior a 72h. Este trabalho pretende avaliar os resultados do protocolo terapêutico instituído no Serviço de ORL do Hospital de São Sebastião na recuperação auditiva (média tonal em dB). Material e Métodos: Estudo retrospectivo, através de análise de processos clínicos, dos doentes com diagnóstico de surdez neuro-sensorial súbita idiopática entre Janeiro de 2008 e Dezembro de 2010 (3 anos), que realizaram o protocolo terapêutico do Serviço de ORL do Hospital de S. Sebastião (Centro Hospitalar Entre o Douro e Vouga). Foram excluídos os doentes que realizaram tratamento em ambulatório por opção ou por apresentarem uma evolução do quadro clínico superior a quinze dias. Os doentes estudados foram internados para realização de terapêutica endovenosa com prednisolona, pentoxifilina e valaciclovir. Por não ter ocorrido a melhoria auditiva satisfatória ao fim de 5 dias de tratamento endovenoso, foi proposta a todos os doentes a subsequente realização de oxigenoterapia hiperbárica, iniciada, preferencialmente, no prazo de uma semana após a alta hospitalar. Resultados: Foi colhida informação de 11 doentes, 6 do sexo masculino e 5 do sexo feminino, com uma média de idades de 51,1 anos (39-63 anos). Todos os doentes apresentavam como sintoma acompanhante acufenos homolaterais e cinco doentes (45,5%) apresentavam também queixas de vertigem. A média tonal (média dos limiares tonais nas frequências 500, 1000, 2000 e 4000 Hz) no momento do diagnóstico foi de 82 dB. A oxigenoterapia hiperbárica foi realizada em sete doentes, tendo os restantes recusado esta terapêutica. Após a realização do protocolo terapêutico a média tonal foi de 50 dB (15-107,5dB), com uma melhoria tonal média de 32,6 dB (0-85dB). Em dois doentes (18%) não houve melhoria audiométrica após realização do protocolo terapêutico. Houve uma melhoria audiométrica significativa (superior ou igual a 20dB) em quatro dos doentes (57%) que realizaram oxigenoterapia hiperbárica. Conclusão: Apesar das melhorias auditivas observadas nesta revisão, os resultados são ainda insuficientes, ficando por determinar qual o tratamento mais eficaz. Apesar da amostra do estudo ser pequena e sem significado estatístico, parecenos que a oxigenoterapia hiperbárica é uma opção terapêutica que deve continuar ser oferecida aos doentes.
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